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Há luz no fim do tubo

Por Douglas Kominski

Clique aqui para ver mais fotos desse swell. Na Gold Coast australiana, durante a primavera, as ondas normalmente não passam de meio metro e as temperaturas ficam elevadas devido aos ventos do quadrante Norte, mas neste ano a coisa foi diferente, a primavera chegou e trouxe com ela um bom swell de Leste e ventos do quadrante Sul.

Pesca da Tainha – A paz é possível

Pesca da Tainha em Kirra. Foto: Carlos Portella

Por Carlos Portella,

Gold Coast, 4 de Junho de 2010. O mar estava quase flat, mas a fissura me chamou. Meio sem vontade abandonei o calor da família, coloquei a roupa de borracha, e embarquei na bicicleta. Chegando na praia de Kirra notei que o surfe seria um fracasso. Pedalando na beira da praia eu vi um senhor lavando uns peixes, cheguei mais perto e reconheci as minhas velhas amigas: As Tainhas, para mim não existe peixe mais gostoso, no Brasil é barato; Na Europa tem, mas ninguém as come; porém para mim é o melhor.

Surfe Mental, a pintura de Fernanda

Click aqui para abrir ver mais imagens

Fernanda O’Connell chegou à Austrália há 15 anos com o sonho de aprender inglês e surfar as melhores ondas que a terra dos cangurus tem a oferecer. Apaixonou-se pelo país, onde se casou e começou a pintar. A Austrália mudou o rumo de sua vida, até a interpretação do mar e o estilo de sua pincelada tem grande influência da arte aborígene moderna.

Kirra, a rainha adormecida

Kirra. Foto: Tiago Dias Provavelmente você já ouviu falar em Kirra, muitos (como eu) já sonharam ou sonham em pegar essa famosa onda que durante muito tempo foi considerada como uma das melhores direitas do mundo. Porém se você quiser surfá-la, terá que ter muita sorte ou esperar muito tempo (talvez um ano) para que isso se realize.

Sim, é isso mesmo, a tão sonhada onda que fez tanto sucesso e foi protagonista de diversos filmes de surfe em décadas passadas já não é mais a mesma, vive adormecida e mesmo quando desperta raramente mostra toda a sua beleza. Muitos que a conheceram em seus anos de majestade lembram-se dela com muita saudade chamando-a carinhosamente de "Old Kirra". Teria ela ficado realmente velha? Na verdade não, o que aconteceu foi uma série de fatores que ao longo dos anos foi alterando a sua bancada e modificando a formação das ondas.

Logo após a ampliação dos molhes do rio Tweed, em meados dos anos 60's, houve uma alteração no fluxo da areia do mar. Isso, aliado a ocorrência de uma serie de ciclones no final da mesma década, fez com que acontecesse uma rápida erosão das praias ao norte do rio, principalmente em Kirra, que teve sua baia ampliada.

Uma das soluções encontradas pelo governo para proteger a praia foi a criação de um molhe (Kirra Point Groyne) bem na ponta sul da baia no início dos anos 70's. Por um acaso do destino, esse molhe foi construído em um ângulo que favoreceu totalmente a formação das excelentes ondas que tornaram essa praia mundialmente famosa e fizeram a alegria de locais e turistas durante muitos anos. Um tempo depois foi construído outro (Mile Sttreet Groyne), um pouco menor mais ao sul.

Foi nessa época, principalmente anos 70's, que Kirra teve seus anos dourados, todo mundo era feliz, a onda além de longa e tubular, era perfeita e constante. Vários filmes foram feitos mostrando seu esplendor. Os campeonatos eram sempre um show, com os melhores surfistas do mundo tirando muitas notas 10. Tudo isso atraiu muitos turistas e novos moradores para a tão sonhada praia, o que fez desenvolver o turismo e comércio dos arredores.

Durante muitos anos foi pista de treino para diversos surfistas profissionais, dentre eles Michael Peterson, "Rabbit" Bartholomew, Peter Townend, e mais recentemente para Mick Fanning, Joel Parkinson e Dean Morrison que puderam ter o prazer de conhecer e pegar muitas ondas perfeitas quando ainda eram crianças. A importância dessa onda para eles é tanta que Parko chegou afirmar em uma entrevista que sua carreira não seria a mesma sem Kirra.

Em 2001 o governo de New South Wales com o intuito de permitir que embarcações entrassem no rio Tweed contratou uma empresa que começou a dragar o rio e bombear a areia para o mar. Com isto, a areia que era jogada ao norte do rio começou a acumular nas praias mais próximas alterando totalmente suas bancadas. No princípio até que foi favorável para o surfe, pois foi permitindo uma melhora em algumas praias e até a criação do "superbank", um fenômeno que se deu durante algum tempo com a união das bancadas de Snapper, Rainbow Bay, Greenmount, Coolangatta e Kirra em um único e perfeito banco. Porém, com o passar do tempo a areia foi acumulando cada vez mais e toda a euforia do superbank passou e surgiu uma grande saudade da velha e esquecida rainha.

Hoje a areia é tanta que não existe mais uma baía, e sim uma larga extensão com quatrocentos metros para se chegar até a água, tanto que o "Mile Sttreet Groyne" passa despercebido. Calcula-se que estejam acumulados 20.000 metros cúbicos de areia no local. Com isto, além de modificar totalmente o ângulo da bancada que fazia com que as ondas ficassem perfeitas, essa areia cobriu todo o arrecife que abrigava diversas espécies e atraía mergulhadores. Ou seja, um prejuízo enorme, tanto para o surfe, quanto para o turismo, o meio ambiente e a comunidade em geral.

Contudo, surfistas uniram-se e começaram organizar reuniões e manifestos, criando assim o "Kirra Point Committee" que organiza e lidera a "Bring Back Kirra", uma campanha que faz lobby pela restauração da bancada em Kirra Point. A campanha começou a ganhar força e em 26 de março 2009 (dia da Austrália) organizou um círculo com mais de 1.500 surfistas formando o mapa da Australia dentro do mar. Isso tem dado certo e chamado a atenção dos governantes, tanto que nas campanhas para eleições estaduais de 2009, candidatos de ambos os lados já prometeram investir 1,5 milhões de dólares australianos para a retirada da areia.

Alguma coisa já está sendo feita, como a retirada e realocação da areia para outras áreas. Isso poderá até melhorar a onda para os próximos anos, porém para retornar ao que já foi um dia, além de investimentos muito maiores, será necessário repensar a questão de se jogar areia da dragagem no mar. Quem sabe assim, poderemos sonhar em um dia ver a rainha com toda sua majestade dando show com suas formosas linhas rolando em frente à estrada a beira mar.

Video

Links:

Kirra Point Committee: www.kirrapoint.org/

Kirra Surfriders Club: www.kirrasurfriders.com/

MySpace: www.myspace.com/savekirra

YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=0a8lGGKPLTQ&feature=related

SurfClip: www.surfclipe.com.br/materia.php?c=61

SurferToday: www.surfertoday.com/surfing/1007-australian-politicians-donate-15-million-to-save-kirra-point

Entrevista com Neil Lazarow (organizador da comissão): http://oceanswavesbeaches.blogspot.com/2009/06/from-south-africa-to-kirra-neil-lazarow.html


 


Crowd: Origens e consequências

O turismo é considerado por especialistas a industria que mais cresce no mundo e tem um grande potencial de rentabilidade para negócios tanto de grande quanto de pequeno porte, gerando emprego e desenvimento para o destino turístico. Com esse intuito, paises como Austrália, líder em investimento na promoção do turismo, investem milhões de dólares anualmente para atrair turistas. No entanto, o turismo também poderá trazer problemas como superlotação, poluição e conflitos culturais.
Turistas são pessoas que viajam para conhecer lugares diferentes, ter novas experiências, lazer e ter certo tipo de prazer. Muitos destes, buscam esse prazer através do esporte, como o surfe, por exemplo. Neste caso, surfistas são turistas que buscam satisfazer seus desejos de surfarem ondas perfeitas com as quais sempre sonharam, muitas vezes gastando bastante dinheiro para isso (economia de anos, em alguns casos). Além disso, o surfe está associado com juventude, liberdade e considerado por muitos como um esporte radical e exótico que está sendo usado como um bom atrativo para vários destinos turísticos localizados no litoral. Um exemplo disso é a Gold Coast, região localizada no litoral leste da Austrália, a qual tem como principal centro turístico, a praia chamada “Surfers Paradise” (Paraíso dos Surfistas), e na qual localizam-se diversas outras praias com ótimas condições para a pratica do esporte como as famosas: Kirra, Burleigh Heads e Snapper Rocks.
A Gold Coast é hoje uma das regiões que mais cresce na Austrália, tendo como principal fonte econômica o turismo. Anualmente diversos hotéis e prédios residenciais para férias são construídos da noite para o dia para receberem o crescente número de turistas que visitam a região. Esse sucesso foi criado através de uma forte campanha de marketing e criação de marca, tendo como principal slogan “The Surfers Paradise”.
Um dos resultados desse estímulo são escolas da língua inglesa lotadas de estudantes em sua maioria brasileiros durante o verão. Jovens que são atraídos pela vantagem aprender ou aprimorar o inglês tendo ondas perfeitas para surfar perto da escola e de casa. Escolas como o QIBA (Queensland Intenational Business Academy), localizada na pacata praia de Coolangatta, o qual oferece aulas de surf como parte do pacote e tem como principal atrativo sua localização perto de praias maravilhosas e ótimas para a pratica do surf, recebe dezenas de estudantes brasileiros. Em toda Gold Coast existem mais de cinco escolas, varias delas com porte maior que do QIBA, além disso, outras centenas de surfistas vão para a Gold Coast apenas como turistas.
Conseqüentemente, um crowd (multidão) insuportável é encontrado dentro dágua. Tanto que o paraíso torna-se um campo de batalha, onde surfistas (incluindo longboard, bodyboard, kneeboard e até caiaques) disputam a unhas e dentes, como se fossem feras famintas brigando por sua caça, cada onda que se aproxima da bancada. Nessa briga, como na selva, somente os mais fortes sobrevivem, ou seja, apenas surfistas com mais conhecimento do local, mais experientes ou mais preparados fisicamente conseguem pegar boas ondas. Assim, para poder pegar uma onda no lugar tão sonhado, turistas (algumas vezes inexperientes) remam desesperados em todas as ondas que entram, muitas vezes atrapalhando quem vem na preferência, além disso, quando estão voltando da tentativa fracassada, ficam na frente de quem está surfando a onda, dificu
ltando as manobras e aumentando o risco de acidente.
Além disso, alguns turistas, geralmente brasileiros, chegam em grupos lotando o outside, falando alto, gritando e até mesmo desrespeitando a lei da preferência, fazendo com que os locais, perdendo espaço, sintam-se desrespeitados e ameaçados. Com isto, os amigáveis e acolhedores surfistas australianos estão ficando revoltados e como conseqüência, começou a surgir os primeiros sinais de localismo, como o caso do espancamento de um brasileiro na praia de Burleigh Heads em 2006. O mesmo aconteceu no Havaí na década de 70, quando os pacatos e acolhedores havaianos, sentindo-se ameaçados com a invasão de enérgicos surfistas americanos e australianos, começaram a reagir com violência para garantir seu espaço no outside. Hoje o Havaí além de ser conhecido por ter ondas grandes e perfeitas, é também conhecido pelo localismo e agressividade dos surfistas locais.
No entanto, esse tema tem uma controvérsia, se os locais não querem tantos turistas, por que estimulam tanto o turismo? Revistas australianas especializadas em surfe (uma delas inclusive fez uma matéria sobre a invasão brasileira na Gold Goast, chamando-nos de macacos) são as que mais estimulam esse supercrowd, pois em toda edição publicam alguma coisa sobre superbank (considerada uma das ondas mais longas para a direita do mundo incluindo as praias de Snapper, Rainbown Bay, Greenmount, Coolangatta e Kirra). Isto seria como uma pessoa convidar outras para uma festa, receber os presentes, e querer comer sozinho o bolo. Por outro lado, não seria nem um pouco gentil, um convidado somente porque deu um presente bonito, querer tomar conta da festa e comer todos os salgadinhos.
Assim, um respeito mútuo é necessário, se locais não querem turistas, então que não convidem, ou se convidarem vão precisar ter paciência e recebe-los melhor. De outro lado turistas precisam ter consciência que não estão em casa surfando em sua praia, e sim, em outro país e com cultura diferente. Assim é preciso ter mais respeito pelos locais e procurar saber mais sobre sua cultura.
Tudas essas diferenças culturais bem como alternativas sobre como fugir do crowd serão apresentadas em próximas postagens. Acompanhe e você terá dicas valiosas para pegar altas ondas na terra dos cangurus.

Em Busca da Onda Perfeita na Terra dos Cangurus

Twelve Apostles. Foto: Tiago Dias

Tudo nasceu de um sonho instigado por revistas e filmes de surfe em uma época onde eu ainda era um moleque e estava começando a pegar minhas primeiras ondas. O tempo foi passando e o desejo de conhecer as ondas australianas foi amadurecendo e se transformou em meu objetivo. Então, em outubro de 2005 (logo após concluir a faculdade de administração), parte desse sonho foi realizado ao desembarcar na Gold Coast, cidade onde se encontram umas das melhores ondas da Austrália e do mundo, dentre elas destacam-se a lendária Kirra, Snapper (palco do Quiksilver Pro), Burleigh e Duranbah.

Após seis meses de curso de inglês resolvi prolongar meus estudos e adiar meus planos de explorar e conhecer a costa australiana em busca de ondas perfeitas. Logo após concluir um árduo estudo de dois anos num curso de MBA em turismo, chegou finalmente a hora de botar todos meus planos em ação. Juntei os equipamentos necessários e peguei a estrada na minha Toyota Camry wagon 1988, a qual além de transporte foi também meu lar em boa parte do tempo em que estive viajando.

Na metade do mês de março sai da Gold Coast em direção a Sydney. Esta foi a primeira etapa onde tive a experiência de viajar sozinho e me preparar para o resto da viagem. Foram dias de adaptação, aprendizado e inúmeras dificuldades, porém foram recompensados com excelentes ondas originadas por um constante Swell que atingiu a costa de New South Wales. Durante esses dias pude surfar ótimas ondas em Lennox Head, Angourie, Newcastle e Central Coast, além de conhecer vários “secrets spots” em parques nacionais durante o percurso.

Em Sydney decidi ficar por um tempo com o objetivo de juntar uns trocados, surfar ondas da região (tais como Narrabeen, Avalon e Whale Beach) e fazer manutenção do carro para então dar inicio a próxima etapa de minha viagem, com destino a Torquay (capital do surfe australiano, sede da Rip Curl e do Museu do Surfe).

Já no primeiro dia pude surfar boas ondas em Cronnulla (ao sul de Sydney), porém nos dias seguintes não dei muita sorte, a ondulação diminuiu, não consegui surfar algumas ondas desejadas e decidi não esperar a ondulação voltar, segui viagem para chegar logo ao estado de Victoria onde as ondulações estariam mais constantes. Mesmo assim, pude conhecer lugares de admirável beleza, dentre eles, destaco The Royal National Park, Jerveys Bay, Ulladalla, Jeiveys Bay, Ulladalla e Ben Boyd National Park como alguns dos mais belos do Sul do estado de New South Wales.

Já em Victória decidi ficar três dias em Phillip Island antes de partir para o destino desta segunda etapa de minha viagem. Em Torquay fiquei acampado por 16 dias enfrentando frio e chuva torrencial na espera das condições ideais para as tão sonhadas ondas de Bells Beach (palco do Rip Curl Pro) e Winkpop. Certamente fui recompensado e pude surfar ondas de alta qualidade, principalmente no último dia quando um lindo sol abriu e um leve terral soprou proporcionando ondas perfeitas nos dois picos mais famosos da região. De cabeça feita e alma lavada parti em direção ao estado de South Austrália (SA) através da belíssima estrada chamada Great Ocean Road.

Atravessar a região sul da Austrália tendo como ponto de partida Torquay e de chegada Margaret River (com aproximadamente 4000 quilômetros de distancia entre ambos) foi a etapa mais desafiadora e fascinante de minha viagem. Percorrer todo esse trajeto (principalmente o trecho da Great Australian Bight e seus mais de 1500 km de estradas retas e desérticas) sem companhia, sem surfar, com orçamento apertado e tendo que rodar muito foi realmente uma tarefa muito difícil. Contudo, foram nesses dias que pude conhecer os lugares mais exóticos e a maioria dos animais nativos da Austrália.

Inicio de julho cheguei finalmente a tão esperada região de Margaret River (conhecida principalmente pelos bons vinhos, natureza exuberante e também por suas ondas gigantes). Com pouquíssima grana, tinha que economizar ao máximo, mas aproveitei para explorar as praias em busca de bons lugares para surfar. Foi um perrengue, precisava rodar bastante e não podia gastar muito combustível, dormi no carro, tomei banho frio e comi minhas últimas reservas de comida, apesar disso, pude pegar boas ondas e felizmente descolei uma graninha a tempo de comprar comida, gasolina e pagar as contas do camping onde fiquei as primeiras semanas.

Durante os dois meses morando em “Margs” (como chamam os locais) pude surfar excelentes ondas em sua maioria “reef breaks”. Yallingup, Indjup, Lefthanders, South Point foram algumas das praias das quais mais gostei surfar e onde pude aperfeiçoar meu surfe em ondas maiores, para então enfrentar as ondas da Indonésia onde passei mais 25 dias.

No final das contas, rodei mais de 9000 quilômetros, dormi aproximadamente 35 dias no carro, 75 em barraca e mais 80 em albergue. Esta viagem foi uma das melhores experiências da minha vida, na qual surfei e conheci ondas das quais sempre sonhei, ao mesmo tempo em que procurei conhecer e fotografar lugares bonitos e exóticos. Visitei verdadeiras obras de arte da Natureza como Twelve Apostoles (Doze Apóstolos), London Bridge e as Falésias da Great Australian Bight (chamadas de Bunda Cliffs, podem atingir de 40 a 80 metros de altura e se entendem por 800km de distância) e estive também em muitos Parques Nacionais com praias paradisíacas e desabitadas. Além disso, tive a oportunidade de conhecer de perto, e algumas vezes até tocar, animais nativos em seu em seu habitat natural; animais como possums, cangurus, cockatoos, lorikets, emus, dingos foram alguns dos que chamaram minha atenção durante a viagem.

Enfim, muito realizado completei minha viagem da qual tentei descrever aqui. Na minha memória ficaram boas lembranças e a certeza de que é bom sonhar e de que lutar por isso vale a pena, pois a realização de um sonho é uma sensação inexplicável que certamente traz muitos benefícios para nossa vida. Sonhe...

 
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